07 jul, 2014

Five hundred twenty five thousand six hundred minutes.

Um ano desde que você se foi. Tanta coisa aconteceu desde então… Acho que não existiria pessoa melhor pra aconselhar meu coraçãozinho besta nesses trancos e barrancos que vim me enfiando durante esse tempo. Sei que em algum lugarzinho aí do céu você está orgulhosa de mim, por eu ter terminado a faculdade, dado um pé naquilo que não me fazia bem, ter aberto meu coração para novas possibilidades, ter arrumado as coisas para minha viagem, e, o mais importante, ter aprendido a lidar com as emoções e não ter ficado tão doente quanto ficava antes (a gente, inclusive, compartilhava informações sobre antibióticos, né?). Você faz tanta falta pra mim, mas tanta, que nem parece que faz um ano e alguns dias que você me ligou desesperada, me dando bronca, achando que eu ia realmente pra fila pra comprar ingresso pra Bey, com 39°C de febre. Não parece que faz tudo isso desde que eu te mandei mensagem pela última vez (dia 6 de julho, à noite, dizendo pra você melhorar logo senão eu ia pro RJ te dar uns tapas).

Às vezes parece que a janelinha do Skype vai piscar com seu nome, só falando “E aí? Pode desembuchar” ou então “2h da manhã e você ainda ta trabalhando? Esses paulistas…”. Queria ter sido uma amiga melhor, sabe. Queria poder ter agarrado às oportunidades pra te ver, pra conseguir te abraçar…

Mas Deus sabe o que faz. Talvez se isso tivesse acontecido de fato, seria muito mais difícil pra eu te deixar ir. Não sei se algum dia vou me acostumar com a tua ausência, ou se vou lembrar-me de você como uma amiga que passou por um período da minha vida, mas teve que ir embora. O que eu sei é que nesses 365 dias eu não deixei de pensar em você.

Sou muito grata por ter tido você como uma de minhas melhores amigas durante anos. Também sou grata por você não precisar mais sofrer. Tenho certeza que todo mundo te acolheu muito bem onde você está. Mas sua alegria desenfreada me faz falta.

E como aquela velha banda amiga diz… “Enquanto houver você do outro lado aqui do outro eu consigo me orientar. A cena repete a cena se inverte enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar. Tua palavra, tua história, tua verdade fazendo escola e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar… Metade de mim agora é assim; De um lado a poesia, o verbo, a saudade, do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo incerto… Depende de como você vê… O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só. Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você. Só enquanto eu respirar.”

veja os posts relacionados

Deixe seu comentário

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Protected by WP Anti Spam