12 jan, 2015

Quando eu resolvi comprar um Kobo (e me dei mal por algumas horas)

Quem me conhece bem, sabe que eu sou louca por livros. Tão louca, que até trabalho com eles. Posso não ler muito – meu Skoob, por ano, tem 8 livros lidos na meta de leitura –, mas sou uma admiradora nata do mundo da literatura em qualquer forma: capas, livros físicos, eBooks, fanfics, contos, arte etc.

Há um ano e meio, mais ou menos, eu quero comprar um e-reader e venho pesquisando bastante sobre os que temos mais acesso: Kindle (Amazon), Kobo (Livraria Cultura) e Lev (Saraiva). O Kindle eu desisti de comprar assim que começou a vender no Brasil, então minhas esperanças estavam na linda da Livraria Cultura e em seu Kobo. De acordo com as minhas necessidades, o Kobo Glo se encaixaria perfeitamente (ler livros, testar eBooks, testar fanfics do Fanfic Addiction, voltar a estudar francês e espanhol e estudar pra minha segunda prova de proficiência em inglês – CAE): ele tem Wi-Fi, luz de fundo que não irrita os olhos como um tablet ou smartphone, 2GB de armazenamento interno (com capacidade de expansão de até 32GB com o cartão microSD), dicionários instaláveis (vem o PT-BR na atualização que você faz quando o ativa) e é passível de se colocar arquivos .epub, .txt, .html, .pdf e alguns outros formatos que não conheço. No início do ano passado, meu amigo querido que trabalhava na editora, o Cássio, me trouxe o Kobo Touch dele para eu dar uma olhada. Gostei dele, mas achei pequeno e também não tem luz interna.

Em agosto de 2014, na Bienal do Livro de SP, conheci o Lev no estande da Saraiva. Confesso que mexer nele ali ao vivo, e não vendo na mesa dos culega de trabalho, me deu ainda mais vontade de ter um e-reader de qualidade, e não comprar os livros na iBooks para ler no iPod ou no iPhone, ou então comprar um iPad (o que eu estava querendo há tempos por motivos de: Tapped Out). Voltando da semana louca da Bienal, minha amiga da editora, a Samanta, trouxe o dela e eu tive um contato melhor, mas percebi que a primeira versão dele não tinha a luz interna e também não sabia se ele carregava tipos de arquivo como o Kobo (não havia especificações na Bienal nem no site), coisas que eram cruciais para mim, que sou desenvolvedora e também me amarro em carregar algo levinho para ler, que não seja um livro de 300 páginas em papel pólen bold.

De lá para cá, algumas coisas aconteceram e acabei não tendo como comprar um e-reader (eu ia comprar em Londres, que custava £79, cerca de R$ 316 com a cotação de novembro, mas acabei num indo, né). Também não consegui parar para avaliar qual deles seria melhor para mim de verdade: Kindle, Kobo ou Lev. O Kindle eu já tinha descartado por motivos óbvios, porém no primeiro fim de semana do ano, apareceu uma oferta ABSURDA on-line por R$ 199, o que anulava os outros dois, também por motivos óbvios. Mas me segurei e não comprei, já que eu não sabia se essa versão do Kindle teria a tal luz interna (Paperwhite é a mais nova, então achava que não estaria numa oferta como esta).

Na mesma semana, tinha lido este artigo da Ana Flávia, que compara e-readers com tablets para quem gosta de ler mesmo. Como eu desenvolvo eBooks e queria mesmo um (é sério, gente. Preciso enfatizar o quanto eu queria um), resolvi ir à luta. Vi a última vez as especificações e comparei:

Lev – Sem luz: R$ 199 – Com luz: R$ 399
Kobo – Touch (Sem luz): R$ não lembro agora – Glo (Com luz): R$ 459 R$ 399

Pensei “UAU!”. Depois de um ano e meio, o Kobo Glo tinha baixado R$ 60. Depois de um ano e meio namorando estudando as possibilidades, finalmente a Livraria Cultura botou todas as cartas na mesa e me deu um soco dizendo “COMPRA LOGO ESSE TRECO!”. Então no sábado, dia 10 de janeiro, fui com minhas amigas (Rê e Rô) na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Av. Paulista, e comprei.

Passamos na Starbucks no caminho, para alimentar a bicha eterna que tenho de Frappuccino de brigadeiro, e tentei ligá-lo com o Wi-Fi do café. Nada. Fui pra casa, reiniciei o bichinho pelo botão de lock dele e: nada.

Cheguei em casa meio frustrada, peguei meu computador e o liguei no cabo USB, como encontrei em diversos sites as formas de reiniciá-lo e até ressetá-lo, caso tudo desse errado. Olha, eu juro. Juro com meus dois pés juntos, juro pelos meus futuros filhos, juro pela minha volta ao mundo, que fiz de tudo, absolutamente tudo para ele funcionar, mas não deu certo. Abaixo minha saga. Ficou nessa coisa num loop eterno. Eu fiquei das 19h até mais de 1h da manhã de domingo, tentando fazer o bicho funcionar. Fora as outras telas que nem tive tempo de tirar foto (fui tirando fotos enquanto enviava pra minha amiga me ajudar)… Enfim… Clica aqui -> show

Fuçando na internet enquanto eu perdia os cabelos, vi que esse erro é comum para um determinado lote do produto, vendido na Livraria Cultura aqui no Brasil. O defeito está na bateria, que aparentemente veio frouxa. Eu deixei o aparelho ligado o tempo inteiro ao cabo USB e só tirava quando tentava fazê-lo destravar. Por volta da 1h15 ele travou numa tela com a escolha do idioma e nunca mais destravou… Guardei-o na capa que o faz dormir (suspende o funcionamento, como se tivesse bloqueado) e fui dormir também.

No outro dia (ontem, domingo) meu pai resolveu ir comigo na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, aqui na Barra Funda, porque a loja da Paulista estava fechada para inventário. Depois de esperar abrirem por umas horas (não sabíamos que abriria somente às 14h), fomos atendidos por uma funcionária muito simpática e que estava pronta para me ajudar. Não lembro o nome dela… Ficou de deixar um cartão comigo, mas acho que esqueceu. Enquanto tentava emitir a nota da troca, uma outra atendente pegou o meu (agora velho) Kobo para testar e o enfiou no cabo. O FILHO DA MÃE FUNCIONOU! Ela fez cara feia, disse que não poderia trocar porque ele tinha funcionado. Eu fiz cara mais feia ainda e disse que não sairia de lá sem a troca, porque eu perdi horas da minha noite tentando configurá-lo e ainda perdi horas do meu domingo esperando a livraria abrir.

Juro. Eu mesma disse tudo isso “Ah, eu levo de volta pra casa, ele não funciona e eu tenho que voltar aqui?” E ela teve a coragem de olhar para mim e dizer “Não tava funcionando porque tava sem bateria. Você tem certeza que ele estava ligado ao cabo USB?” Não, minha filha. Estava ligado no cabo lá da potaqueopario. E, além do mais, a bateria dele dura um mês, não dura? Uma noite travado na tela de configuração de idiomas não acabaria com a bateria.

Depois de mais uma hora esperando a nota da troca e a nota fiscal eletrônica (porque a livraria estava sem sistema mesmo), a primeira moça lá (a simpática) trocou o Kobo. Teve que chamar a segunda (de novo) para vir configurá-lo para mim, mas tudo bem porque eu saí da loja com ele lindíssimo em mãos. E ainda com a capinha roxa linda que eu comprei. <3

 

A realidade já é meio que outra, porque de ontem pra hoje eu li 26% do Sedutor, livro lá da editora, que eu tinha começado a ler o físico em agosto, quando teve noite de autógrafos com as autoras mais legais, atenciosas e divas que eu tive o prazer de conhecer, mas ele é meio pesadinho (sei que fui eu que escolhi o papel e ele é o papel amarelo mais leve que eu conheço) por ter muitas páginas, né… Nem sou muito de romance erótico, mas essas autoras realmente merecem a atenção das pessoas, por serem divas, como já disse, e life changing (como falei pro marido da Christina, o Ryan).

Enfim, se fosse para ranquear o atendimento da Livraria Cultura e a qualidade do Kobo (tirando a mini dor de cabeça que eu tive duas vezes, uma pelo defeito e outra pela espera na livraria) eu daria 5 estrelas! Rating: ★★★★★

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1 Comentário

  • Samanta
    janeiro 19, 2015

    Agora você já pode poupar a estante de livros e deixar a bolsa mais leve :)