18 mar, 2015

Supervalorização

O ser humano tem uma mania idiota de supervalorizar as coisas.

Valorizar um gadget, um par de calças. Um sapato, um anel. Uma noitada, quatro anos num colégio.

Um emprego, dinheiro.

Alguém.

Acho que só quando tomamos no estômago, quando alguma briga brota de lugar algum, percebemos a supervalorização que estávamos dando à esse alguém.

Quero dizer, se não é sério, não é sério. Se não é sério, não é sério.

A mão na mão, o dente no lábio, o corpo colado, a respiração atravessada, o batimento cardíaco sem compasso…

Não eram sérios mesmo.

Os sinais, a porra da aura gritante, os olhares, o “eu sei, eu entendi, eu também”.

Não eram sérios.

Meus pensamentos eram sérios. Meu corpo agia de uma forma séria quando você estava do meu lado.
O compromisso eu nunca quis. Tava bom do jeito que tava.

A mão na mão sem compromisso, o dente no lábio sem compromisso, o corpo colado sem compromisso, a respiração atravessada sem compromisso, o batimento cardíaco sem compasso descompromissado…

O bom dia sem compromisso, o boa tarde sem compromisso, o “vamos ver tal filme na quarta?” sem compromisso e até mesmo o “boa noite, durma bem” descompromissado…

Acho que o maior pecado que alguém pode cometer é recusar um carinho, um afeto, por medo de se envolver demais.

E a pior coisa disso tudo é que você fez exatamente o que eu penei para não fazer com você desde o início, afinal, você me pediu para não te julgar, que você não era como os outros.

Bem.

Acabou que eu não te julguei e isso virou contra mim.

Eu fui a julgada erroneamente.

Follow my blog with Bloglovin

veja os posts relacionados

Deixe seu comentário

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Protected by WP Anti Spam