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23 set, 2014

Let’s go get drunk and make love

Às vezes nos encontramos diante de vários amores e nós só queremos aproveitar, até ficarmos bêbados de tanta paixão. Outras vezes nós perdemos algumas chances que a vida nos dá. Já se sentiu querendo voltar atrás, por alguma burrice, ou coisa sem noção que fez? No momento me sinto assim. Não sei como posso voltar atrás do que eu perdi… Não sei nem se é possível que isso aconteça. Por um momento de orgulho, deixei de expressar o que eu realmente sentia, deixei de insistir em algo que hoje poderia estar me fazendo feliz. Tenho a plena ciência de que “quem gosta de passado é museu e o futuro nós fazemos agora” (Edna Moda), mas eu não consigo tirar da minha cabeça que o passado não é tão passado assim e o futuro pode estar mais próximo que eu imagino. Quero dizer, é impossível algo ter mudado tão rápido em tão pouco tempo… Da última vez que consegui ser eu mesma, sem receios…

Preciso pensar.

07 jul, 2014

Five hundred twenty five thousand six hundred minutes.

Um ano desde que você se foi. Tanta coisa aconteceu desde então… Acho que não existiria pessoa melhor pra aconselhar meu coraçãozinho besta nesses trancos e barrancos que vim me enfiando durante esse tempo. Sei que em algum lugarzinho aí do céu você está orgulhosa de mim, por eu ter terminado a faculdade, dado um pé naquilo que não me fazia bem, ter aberto meu coração para novas possibilidades, ter arrumado as coisas para minha viagem, e, o mais importante, ter aprendido a lidar com as emoções e não ter ficado tão doente quanto ficava antes (a gente, inclusive, compartilhava informações sobre antibióticos, né?). Você faz tanta falta pra mim, mas tanta, que nem parece que faz um ano e alguns dias que você me ligou desesperada, me dando bronca, achando que eu ia realmente pra fila pra comprar ingresso pra Bey, com 39°C de febre. Não parece que faz tudo isso desde que eu te mandei mensagem pela última vez (dia 6 de julho, à noite, dizendo pra você melhorar logo senão eu ia pro RJ te dar uns tapas).

Às vezes parece que a janelinha do Skype vai piscar com seu nome, só falando “E aí? Pode desembuchar” ou então “2h da manhã e você ainda ta trabalhando? Esses paulistas…”. Queria ter sido uma amiga melhor, sabe. Queria poder ter agarrado às oportunidades pra te ver, pra conseguir te abraçar…

Mas Deus sabe o que faz. Talvez se isso tivesse acontecido de fato, seria muito mais difícil pra eu te deixar ir. Não sei se algum dia vou me acostumar com a tua ausência, ou se vou lembrar-me de você como uma amiga que passou por um período da minha vida, mas teve que ir embora. O que eu sei é que nesses 365 dias eu não deixei de pensar em você.

Sou muito grata por ter tido você como uma de minhas melhores amigas durante anos. Também sou grata por você não precisar mais sofrer. Tenho certeza que todo mundo te acolheu muito bem onde você está. Mas sua alegria desenfreada me faz falta.

E como aquela velha banda amiga diz… “Enquanto houver você do outro lado aqui do outro eu consigo me orientar. A cena repete a cena se inverte enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar. Tua palavra, tua história, tua verdade fazendo escola e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar… Metade de mim agora é assim; De um lado a poesia, o verbo, a saudade, do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo incerto… Depende de como você vê… O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só. Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você. Só enquanto eu respirar.”

03 abr, 2014

L’amour est comme un citron

Azedo.

E amargo.

24 mar, 2014

We should all be feminists

Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre sexos.

13 mai, 2013

Heart vacancy

Queima, arde, ferve.

Dói, machuca.

Machuca ver os outros, machuca me ver sozinha, machuca me arrumar para ninguém.

Dói não ter para quem ligar, dói não receber bom dia.

Dói não ter uma história para contar.

Dói. Muito.

De tão sã que sempre me mantive, não sei nem como agir quando essas coisas acontecem.

Sempre fica o sentimento de não ser suficiente, e, a cada vez que isso acontece, um pouco da minha fé no amor se esvai. Não por minha culpa, mas sim por eu deixar de acreditar que isso possa acontecer comigo.

Cansa. Cansou. Cansei.

Não quero mais brincar de gente apaixonada.

(Trilha de hoje: The Wanted, Heart Vacancy)